Mulher Sexo Frágil

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domingo, 13 de maio de 2012

Minha Casa, Minha Vida



PROGRAMA “MINHA CASA, MINHA VIDA”
“O Programa Minha Casa Minha Vida –Recursos FAR (Fundo de Arrendamento Residencial) é um programa do Governo Federal em parceria com os estados e municípios, gerido pelo Ministério das Cidades e operacionalizado pela CAIXA.
O objetivo do Programa é a produção de unidades habitacionais, que depois de concluídas são vendidas sem arrendamento prévio, às famílias que possuem renda familiar mensal até R$1.600,00.”( site caixa econômica federal).
O Programa de Habitação “Minha Casa, Minha Vida” visa construir casas populares para a população de baixa renda dos municípios brasileiros, através da parceria do Governo Federal, Estadual e Municipal e também da Caixa Econômica Federal. Para uma família ter o direito de ser beneficiada com uma unidade habitacional, ela deve ter o perfil e se enquadrar nos critérios estabelecidos pelo Programa de Habitação Popular. Neste mês de maio, realizei visitas domiciliares nas comunidades de Vargem Alta, para selecionar famílias que se enquadram nos critérios nacionais do Programa “Minha Casa, Minha Vida”. Entre os critérios para beneficiários podemos citar: Pessoas Idosas, Pessoas com deficiência ou que possuam pessoas com deficiência na família, baixa renda e mulheres que sejam responsáveis familiar, ou seja, famílias onde a mulher seja a provedora do lar, a responsável pela manutenção financeira da família, que sustenta a família sozinha. Portanto, vejo que esse programa colocou como critério de seleção dos beneficiários a perspectiva de gênero, uma vez que mulheres que sustentam suas famílias sozinhas tem preferência para serem selecionadas e beneficiadas com as unidades habitacionais.
Portanto, a inserção de um critério que envolve a perspectiva de gênero em um programa social do governo, é um avanço relevante que podemos citar.
Texto produzido por: RakelMônika Martins Abílio
Postagem: Michele O. Sampaio

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Mulheres do Brasil - a história do movimento feminista no Brasil



As mulheres são vítimas de violência.
As mulheres lutam pela igualdade de Gênero.
O vídeo acima, retirado do Youtube, é uma homenagem às mulheres brasileiras e ao movimento feminista que lutou pela igualdade de gênero. Muitas mulheres registram, em depoimento, como foi a luta do movimento feminista ao longo desses anos pela igualdade de direitos.
Quem eram as mulheres do passado?
Quem são as mulheres de hoje?
Quais as conquistas das mulheres? (liberdade sexual, uso da pílula, direito ao aborto).
Vídeo muito interessante e rico em conhecimento. Recomendo.

Redação e Postagem: Michele de O. Sampaio

domingo, 22 de abril de 2012

A importância da estratégia da transversalidade

Os textos abordados pela unidade 1, do módulo 5: “A transversalidade de gênero e raça na gestão pública” apontam para transversalidade de gênero e raça nas políticas públicas, retrata a importância das conferências, fóruns, conselhos, os novos movimentos sociais entre outros mecanismos de participação e controle social que contribuem para formulação de políticas públicas que atentam de fato a demanda apresentada por este público. “A proposta centrada na estratégia da transversalidade significa assumir um novo olhar e, consequentemente, outro patamar para os homens e para as mulheres, brancos/as e negros/as. Trata-se, portanto, de uma de uma transformação nas relações de gênero e raça que elimine as representações segregadoras e discriminadoras, associadas ao feminino e à negritude”. Diante desta colocação do autor e o descrito na questão anterior percebemos a dificuldade de encontrar gestores/as sensibilizados/as e capacitados/as nas temáticas de gênero e raça, gerando entraves ao desenvolvimento das políticas públicas, como é o caso do município de Vargem Alta que carece de programas, projetos, e ações direcionados a este público. Enquanto moradora e trabalhadora da área de assistência social no município de Vargem Alta é possível identificar como ainda é precário o atendimento às mulheres no município, bem como ainda não se nota interesse por parte do poder público em organizar sua gestão na perspectiva da interseccionalidade de forma atender a demanda da população feminina residente no município. Assim seria necessário despertar o poder público municipal para a importância da criação de políticas públicas direcionadas ao universo feminino, sejam através de ações afirmativas ou outros mecanismos, mas que atendam afetivamente a demanda desta população. É importante que estes assuntos façam parte da agenda de discussão dos orçamentos anuais realizados pelos gestores a fim de garantir recursos para criação, por exemplo, de Centros de Referência Especializados da Mulher; articulação municipal com a Justiça e a assistência jurídica gratuita; articulação entre as delegacias e demais serviços de segurança pública local; instituir o Conselho Municipal de Direitos da Mulher, entre outros instrumentos que garantam o pleno exercício da cidadania pelo universo feminino e consequentemente a igualdade de gênero, afinal “o empoderamento feminino é fundamental para democracia do país” (deputada Ana Martins, atualmente secretária da Mulher do PCdoB e coordenadora da União Brasileira de Mulheres (UBM) abriu sua fala durante o Seminário sobre “Reforma Política). É importante que os gestores/as sejam capacitados e sensibilizados quanto a questão de gênero e raça. É preciso desenvolver no município a estratégia da transversalidade de gênero e raça que demanda ações inovadoras citadas no texto “Princípios e Conceitos de Interseccionalidade, Intersetorialidade Transversalidade”, para que assim sejam desenvolvidas Políticas Públicas com recorte de genro e raça. 


 Redação: Bianca Nicoli Scaramussa 
 Postagem: Letícia Largura da Silva

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Homenagem as mulheres

Meu nome é MULHER! 
Eu era a Eva 
Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família
Sou caminhoneira, taxista,
Piloto de avião, policial feminina,
Operária em construção e até delegada...
Ao mundo peço licença
Para atuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER..!!!! 

( Autor desconhecido)


Redação e postagem: Letícia Largura da Silva

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Registrando alguns tipos de violências.


https://www.google.com/search?hl=pt&gl=br&biw=1366&bih=606&tbm=isch&sa=1&q=mensagem+sobre+violencia+de+genero+e+ra%C3%A7a&btnG=

Postagem: Laureci

Registros de casos de pessoas adultas vítimas de violência ou que tiveram seus direitos violados atendidas no CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) do município de Vargem Alta

Mulheres


BRANCO
NEGRO
PARDO
Violência Psicológica
6
1
4
Violência Física
7
2
1
Negligência
2
5
5
Abuso Sexual
1
----
----
Total de caso nos anos de
32 casos



Homens


BRANCO
NEGRO
PARDO
Violência Psicológica
1
----
1
Violência Física
---
---
----
Negligência
3
2
4
Abuso Sexual
----
----
----
Total de casos
11 casos

Estes dados são referentes aos anos de 2010; 2011 e 2012 até a presente data.



          Diante desta estatística é possível realizar um olhar crítico sobre a situação das mulheres inseridas na realidade do município de Vargem Alta, uma vez que a região carece de movimentos em favor da causa feminina, e também de organizações que lutem pelos direitos destas mulheres.

Atuando como profissional de Serviço Social no Centro de Referência Especializado de Assistência Social - CREAS, espaço que também atende estas  mulheres vítimas de violência doméstica ou que tiveram seus direitos violados de outra forma, é possível sentir as limitações impostas pela realidade local, uma vez que não existe uma delegacia especial para atendimentos das mulheres vítimas de violência, não há instituições (como albergues, abrigos e outros) que possam acolher mulheres vítimas de violência ou ameaça, o que pode se tornar um entrave para o desenvolvimento de uma prática profissional qualificada, pois o profissional sabe quais os encaminhamentos necessários a serem realizados, mas não pode desenvolvê-los devido as limitações impostas pela realidade local.

         É importante considerar também, que essas mulheres são duplamente vitimizadas, uma vez que sofrem a violência física, psicológica, ou outra, é estigmatizada pela comunidade local e ao chegar ao local de referência para o atendimento é novamente vítima das limitações institucionais.

         No município também não existem espaços para a discussão das questões relacionadas à mulher, neste sentido seria importante também à implantação do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, a fim de que este espaço possa debater sobre a situação e criar propostas e exigir do poder público iniciativas que melhorem a qualidade de vida das mulheres que residem no município. 


Bianca Nicoli Scaramussa

Assistente Social do CREAS de Vargem Alta.
Postagem: LAureci 

Entrevista com a Ministra da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres: Iriny Lopes




Postagem: Letícia Largura da Silva

Falta de recursos contra violência é criticada durante audiência pública realizada pela CPMI que investiga violência contra as mulheres

Durante audiência pública realizada ontem (27) pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a violência contra as mulheres, estiveram presentes representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da União Brasileira de Mulheres (UBM) e da Marcha Mundial das Mulheres (MMM).

Para Sonia Coelho Orellana, representante da MMM, os governos estaduais ainda destinam poucos recursos para o combate à violência contra a mulher. “É impossível enfrentar a violência contra a mulher se os governos não têm orçamento para isso. Precisamos de fundos públicos que tenham verbas direcionadas para o problema”, disse.

Ela também destacou a insuficiência numérica e a concentração nas capitais dos equipamentos públicos para enfrentar a violência e acolher as vítimas, como centros de referências, casas-abrigos, delegacias, juizados especializados, defensorias e promotorias especializadas.

A representante da OAB, Meire Lúcia Monteiro, apresentou dados da Pesquisa nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009
, do IBGE, segundo a qual 25,9% das mulheres agredidas no país foram vítimas de seus cônjuges ou ex-cônjuges. Ela também afirmou que, apesar dos avanços na legislação, há falhas na execução das leis. Monteiro ressaltou ainda que a lentidão da Justiça atrapalha o combate à violência.
Monteiro defendeu a aprovação do Projeto de Lei do Senado (PLS) 37/10, de Lúcia Vânia (PSDB-GO), que determina, nos casos de violência doméstica, um prazo máximo de 48 horas para a conclusão dos inquéritos policiais.
A representante da UBM, Ana Carolina Barbosa, informou que pesquisa da entidade com a Secretaria de Políticas para as Mulheres revelou que: 76% das mulheres não conhecem as varas adaptadas da Lei Maria da Penha; 71% desconhecem serviços de abrigamento; 67% não conhecem uma defensoria pública; e 32% não sabem onde ficam as delegacias especializadas.



Redação: Rakel Monika Martins Abílio
Postagem: Letícia Largura da Silva

SPM articula serviço especializado de PE para apoiar mulheres violentadas em Queimadas (PB)

Começou nesta terça-feira (27/3), em Queimadas (PB), os atendimentos de equipe especializada de Pernambuco às três mulheres sobreviventes ao estupro coletivo, cometido por dez homens em fevereiro passado conforme denúncia do Ministério Público da Paraíba. A ação é liderada pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM-PR) por meio do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra Mulher, que estabeleceu parceria entre o Governo do Estado de Pernambuco, o Governo do Estado da Paraíba e a Prefeitura de Queimadas.

A equipe de Pernambuco, composta pela coordenadora dos Centros de Referência de Atendimentos às Mulheres em Situação de Violência e uma profissional de Saúde, chegou a Queimadas na segunda-feira (26/3) à noite e permanecerá até o dia 30 de março - período em que atenderá as sobreviventes e familiares.

No município de 40 mil habitantes, o clima é de consternação pelos crimes de tortura e violência sexual das cinco mulheres e de assassinato e mutilação de duas delas. De acordo com a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da SPM, Aparecida Gonçalves, a parceria com o Governo de Pernambuco foi possível devido ao trabalho com a Secretaria de Estado da Mulher, o qual vai assegurar o distanciamento e a lisura adequados no atendimento às mulheres violentadas. Até a chegada da equipe de Pernambuco, o atendimento foi realizado por uma equipe do Centro de Referência Especializada em Assistência Social (CREAS) de Queimadas com assistência de equipe da casa-abrigo do Governo do Estado da Paraíba.

“Em nove anos à frente da Secretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, pela primeira vez vejo um crime tão bárbaro e cruel. Trata-se de um estupro coletivo programado como presente de aniversário para um irmão, que não só abalou as famílias das vítimas como também toda aquela cidade”, afirma Aparecida Gonçalves, que no início de março participou da Caminhada pela Paz, em Queimadas, por justiça às mulheres violentadas e assassinadas. Na ocasião, os crimes completavam um mês. Ao mesmo tempo em que firmou um convênio para transferir R$ 1,3 milhão da SPM para o Governo do Estado da Paraíba, a ministra Eleonora Menicucci designou a secretária para prestar apoio às vítimas de Queimadas.

Em função da comoção e do contexto de investigação dos crimes, Aparecida Gonçalves constatou a necessidade de a SPM acionar uma equipe especializada independente, capaz de dar apoio às vítimas e familiares e manter interlocução com os diferentes órgãos do poder público para garantir os direitos das mulheres.

Aparecida faz o alerta para o acionamento de diferentes setores da sociedade brasileira para enfrentar a violência de gênero, em especial nos crimes de violência sexual: “É preciso mais: mudar o comportamento de mulheres e de homens, repensar nossos valores. Porque as mulheres vítimas de estupro ainda sentem culpa, como se tivessem provocado os agressores. Elas dificilmente buscam ajuda até mesmo em termos de medidas urgentes para a contracepção e o coquetel anti-HIV”, explica Gonçalves.

CRIME EMBLEMÁTICO - Na denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba, dez homens participaram de uma simulação de assalto na noite do dia 12 de fevereiro, com o objetivo de estuprar mulheres que participavam de uma festa de aniversário. O dono da casa e aniversariante teria promovido o evento para fazer sexo a força com uma das vítimas (ex-cunhada), na qual tinha interesse e não era correspondido. Como duas delas teriam reconhecido os agressores - ao tirarem os capuzes que cobriam seus rostos -, foram brutalmente assassinadas a tiros e tiveram seus corpos mutilados.

O grupo é acusado de planejar e executar o crime, composto por sete adultos e três adolescentes, e está preso. Os menores estão em um abrigo provisório no município de Lagoa Seca (PB), enquanto os demais presos no presídio de segurança máxima PB-1, em João Pessoa (PB). 


Redação: Rakel Monika Martins Abílio
Postagem: Letícia Largura da Silva

sábado, 31 de março de 2012

Associação de Mulheres Empreendedoras assina Memorando de Entendimento pelo empoderamento feminino e promoção de iniciativas das Nações Unidas

Um memorando de entendimento que será assinado nesta quarta-feira (28) pela Associação de Mulheres Empreendedoras (AME) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) reforça o compromisso da entidade com o empoderamento das mulheres.
Pelo documento, a ser oficializado durante evento promovido pela AME nesta quarta-feira (28/3) em Brasília, a associação se compromete a contribuir para atividades que visam promover os direitos das mulheres, fortalecer o empreendedorismo e a independência financeira das brasileiras de baixa renda e desenvolver ações conjuntas para oferecer oportunidades a mulheres em situação de violência doméstica e vítimas de violência urbana.

Maria Celina Berardinelli Arraes, Coordenadora da Unidade de Planejamento Estratégico e Desenvolvimento de Capacidades do PNUD, acredita que a assinatura desse memorando de entendimento facilitará a divulgação dos princípios do Pacto Global e dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio entre as associadas. “A iniciativa reforça a capacidade de liderança feminina pelo exemplo do empreendedorismo e contribui para a defesa da causa do empoderamento das mulheres, para que elas tenham cada vez mais voz ativa na sociedade”, destaca Maria Celina.

Durante o evento, a Vice-presidente da AME, Karina Boner, entregará aos representantes da ONU Mulheres um documento com a adesão de diversas empresas brasileiras aos Princípios de Empoderamento das Mulheres. Esta iniciativa, criada pela ONU Mulheres e pelo Pacto Global das Nações Unidas em 2010, é um mecanismo por meio do qual líderes de organizações de todo o mundo se comprometem a implementar práticas e políticas para promover a equidade de gênero e o empoderamento das mulheres nas corporações, no mercado de trabalho e na sociedade.

“Nos últimos meses, temos feito um trabalho no sentido de conscientizar os presidentes das empresas brasileiras a aderirem aos Princípios de Empoderamento das Mulheres da ONU”, afirma Karina. “Queremos que o Brasil seja um dos países com o maior número de organizações que aderiram a esses Princípios. E a AME assumiu um compromisso público de contribuir para que as empresas cumpram as diretrizes. Para isso, vamos montar uma rede para troca de informações e promoveremos eventos periódicos”, complementa Karina.
Atualmente, 42 empresas brasileiras já aderiram aos Princípios de Empoderamento das Mulheres. O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking de países com maior número de participantes do pacto, figurando atrás apenas da Espanha e do Japão.

“O empoderamento das mulheres e o engajamento da sociedade aos princípios de responsabilidade social e de sustentabilidade estão entre as prioridades do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon”, destaca Chediek. “A missão da família da ONU aqui no Brasil também é contribuir para que, cada vez mais, empresas, organizações e pessoas adotem e respeitem estas iniciativas”, conclui o coordenador da ONU no Brasil.


Redação: Rakel Monika Martins Abílio
Postagem: Letícia largura da Silva

A SPM e a SEPPIR como instrumentos de garantia de direitos






A construção das políticas públicas no Estado democrático de direitos, esta em constante processo em nossa sociedade. É possível dizer que através destas manifestações, da participação popular e da luta constante dos movimentos sociais muitos avanços já foram conquistados no âmbito social, e processo de construção e estruturação das políticas públicas, no entanto, ainda há muito que se fazer, um dos grandes desafios é “construir uma política pública que reconheça as diversidades das demandas principalmente dos grupos marginalizados e tornados invisíveis na esfera pública, que não se configuram como sujeitos de direitos”.
Diante destes desafios, houve um grande avanço em relação à atenção oferecida ao universo feminino e a população negra, na luta pela igualdade de gênero e enfrentamento ao racismo. No ano de 2003, foi criada a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) da Presidência da República que reconhece as lutas históricas do Movimento Negro brasileiro. Também no ano de 2003 foi criada a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SPM).
Neste sentido estas secretarias tornam-se importantes instrumentos na construção de políticas públicas que reconheçam as diversidades apresentadas pela sociedade brasileira, com objetivo de garantir os direitos destas categorias, bem como o desafio da incorporação das especificidades das mulheres e da população negra nas políticas públicas e o estabelecimento das condições necessárias para exercerem sua plena cidadania. 
Para saber mais sobre a SPM acesse: http://www.seppir.gov.br/ 


Redação: Bianca Nicoli Scaramussa
Postagem: Letícia Largura da Silva

sábado, 24 de março de 2012

CPI das Mulheres marca audiência pública no Espírito Santo

A recém-instalada Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso que investiga a violência contra as mulheres fará uma audiência pública no Espírito Santo, Estado considerado com o maior número de assassinatos contra mulheres. Previsto no roteiro de trabalho da relatora da CPMI, a senadora capixaba Ana Rita (PT), o encontro ocorrerá na semana de 23 a 27 de abril.

A CPMI não vai investigar os crimes, mas a omissão do poder público na garantia dos direitos das mulheres e da aplicação da lei Maria da Penha. Serão levantados o total de boletins de ocorrência registrados; inquéritos policiais de violência contra mulheres, medidas protetivas concedidas, processos em análise no Ministério Público, denúncias oferecidas, processos judiciais abertos e o números de agressores condenados.

Na próxima terça-feira a ministra das Mulheres, Eleonora Menicucci, falará na próxima terça na comissão sobre a execução das políticas públicas na área. Ministros, movimentos e entidades da área e representantes do Judiciário e do Executivo também darão depoimentos nas audiências. A comissão visitará 14 Estados: Espírito Santo, Alagoas, Paraná, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Pará, Bahia, Pernambuco, Mato Grosso e Tocantins, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

O cronograma de trabalho prevê a votação do relatório final da CPMI em sete de agosto, marcando os seis anos da Lei Maria da Penha (11.340/06). A data está dentro do prazo de 180 dias para conclusão dos trabalhos.


Disponível em: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/03/a_gazeta/minuto_a_minuto/1156004-cpi-das-mulheres-marca-audiencia-publica-no-espirito-santo.html

Postagem: Letícia Largura da Silva

quinta-feira, 8 de março de 2012

Empresa que pagar salário menor para mulher pode ser multada

O Jus Brasil notícias publicou hoje uma matéria informativa sobre mais uma conquista do universo feminino. Conforme o descrito na reportagem “as empresas que pagarem para as mulheres salário menor do que pagam para os homens, quando ambos realizam a mesma atividade, poderão ser multadas, conforme projeto aprovado na última terça-feira (6), por unanimidade e em caráter terminativo, pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação participativa (CDH). O relator na CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), apresentou voto favorável ao projeto (PLC 130/2011), ressaltando que a proposição, se transformada em lei, representará mais uma ferramenta jurídica para assegurar o princípio da igualdade entre homens e mulheres. O senador lembrou que a Constituição federal e aConsolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/1943) já proíbem a diferença de salário entre homens e mulheres que executam a mesma tarefa, sob as mesmas condições e para um mesmo empregador. No entanto, ele observa que essas normas legais não têm sido suficientes para impedir que muitas trabalhadoras ainda hoje enfrentem discriminação”.

Redação: Bianca Nicoli Scaramussa
Postagem: Letícia Largura da Silva

quarta-feira, 7 de março de 2012

Nasce no CREAS de Vargem Alta o Grupo de Mulheres


No dia 08 de março, dia Internacional da mulher, nasce no Centro de Referência Especializado de Assistência Social - CREAS de Vargem Alta o Grupo de Mulheres, projeto este elaborado pela equipe técnica do CREAS. Neste grupo serão inseridas mulheres vítimas de violência (física, psicológica, sexual, ou outra), ou que tiveram seus direitos violados de alguma forma. Sabemos que muitos avanços já foram conquistados em relação ao universo feminino, mas ainda precisamos superar muitos desafios, seja no mercado de trabalho, nas relações afetivas, na escolaridade, no espaço político, entre outros espaços que ainda perduram a desigualdade entre homens e mulheres, ainda temos muito a construir “a realidade que nos cerca aponta para violência e discriminação”, assegura a assistente social Alana D’el Rei. Considerando esta situação vivenciada pelas mulheres brasileiras e em busca de garantir seus direitos o CREAS lança este projeto que dará início ao Grupo de Mulheres que vão se reunir pela primeira vez nesta quinta feira 08/03/2012 e dará sequencia durante o ano de 2012 reunindo-se uma vez por semana, entre os objetivos do Grupo estão: desenvolver suporte técnico que facilite os meios de enfrentamento a violência contra mulher; oferecer apoio psicossocial; estimular o fortalecimento de vínculo; resgatar autoestima destas mulheres; e informá-las sobre de seus direitos.


Redação: Bianca Nicoli Scaramussa
Postagem: Letícia Largura da Silva

domingo, 6 de novembro de 2011

3ª Conferência Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres



A Conferência Aconteceu no SESC de Aracruz nos dias 03, 04 e 05 de novembro de 2011 e contou com participação de representantes do poder público e da sociedade civil dos municípios que compõem o  Estado do Espírito Santo.  
            Após a abertura da Conferência a palestra magna com o tema "Os desafios para a construção da igualdade de gênero na perspectiva social, econômica, política e cultural" foi conduzida pela ministra Iriny Lopes e Silva Camurça. Na qual a temática foi muito bem explanada. Durante a palestra Iriny afirmou a necessidade de superar a desigualdade de gênero. Afirmou ainda que o país já alcançou algumas conquistas nessa área, mas ainda não é suficiente, "a ascensão, ou êxito de uma única mulher, como Dilma não significa a superação e conquista de um conjunto de mulheres" ainda é preciso muita luta, e os desafios ainda são muitos, é importante que aconteça a desnaturalização do processo de violência contra mulher, e para isso também é necessário a contrapartida do poder público e a organização da sociedade com intuito de lutar e buscar garantir seus direitos.


            Durante a Conferência também aconteceram outras palestras, entre elas "Enfrentamento do racismo e da Lesbofobia: articulação necessária" que discutiu muito sobre a questão da invisibilidade das mulheres negras e lésbicas, até mesmos nos movimentos feministas "o desinteresse pelas coisas que dizem respeito ao negro é o que chamamos de invisibilidade". 



Bianca Nicoli Scaramussa

terça-feira, 4 de outubro de 2011

"A mulher limpinha" por Lya Luft

A Revista Veja de 30 de novembro de 2010 (Edição 2192/ano43/n°47) publicou na coluna da escritora Lya Luft, o texto: A Mulher Limpinha. A mulher limpinha citada no texto é aquela que lava, passa, cozinha, e está sempre à "disposição do marido". Mas o marido não se importa em saber o tipo de vida que essas mulheres estão levando é realmente o que elas querem, em muitos casos é por pura omissão e submissão. 
Isso mostra que as mulheres ainda não conquistaram totalmente seu espaço, direito e valorização. Ainda ouve-se por aí que lugar de mulher é na cozinha e no tanque.  Para Lya Luft, nesta época em que costumes sofrem grandes mudanças e até se discute  o poder da mulher, a relação entre os gêneros é muito debatida. O que confirma que a mulher ainda percorre a peregrinação em busca de sua total autonomia dentro da sociedade e dentro da instituição "casamento". Para a autora, o conceito da mulher limpinha ainda existe porque os homens e suas mulheres acreditam em conceitos que não estão mais adequados a atual realidade. 

Postado por Maria da Penha Menassa e Rosa Amélia Menassa

Separação, o drama de todos

A separação dos pais sempre causa sofirmento, mesmo para aquele que deseja reconstruir sua vida de forma diferente. Afinal, foram anos de convivência, de planos realizados e filhos concebidos.
No longo processo de separação de pais e filhos, não existe uma "receitinha" de como lidar com filhos, como ampará-los. São membros de uma família que não irão conviver diariamente, mesmo com guardas compartilhadas; quando se está com o pai, tem a ausência da mãe e vice-versa. A separação é o fim do núcleo  familiar estabelecido até então. 
Na separação não há como evitar o sofrimento, temos que minimizá-lo e mostrar aos filhos que este é o caminho menos doloroso para o casal que não quer mais fazer planos juntos. O difícil é encontrar uma estratégia em conjunto para reduzir o sofrimento causado. Também é complexo para os pais, pois todos sofrem. 
A separação é inevitável, assim como o sofrimento decorrente dela. O que precisamos é aprender a viver com as nossas diferenças, inclusive as famíliares. E lembrar que o tempo solucionava muitos conflitos.
Nos dias atuais, sabemos que a instituição família depende de uma série de fatores de boa convivência, quando esta não existe resulta-se em sepação. 
Diferente do que acontecia antigamente, a mulher da atualidade consegue lidar melhor com a separação e com a organização familiar. Resultado do progresso feminino, no qual as mulheres passaram a ser mães e donas de casa e também trabalhar fora. Hoje, uma mulher consegue sustentar uma família, muitas vezes sem a ajuda dos pais das crianças. 
A mulher de hoje passou a ser a referência da família, quando este papel pertecia somente aos homens. Lya Luft em reportagem publicada pela Revista Veja comenta sobre a questão da separação nos dias de hoje, segue o link:

Postado por Maria da Penha Menassa e Rosa Amélia Menassa

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mulheres capixabas alcançam destaque em cargos de gestão

Das mais de 12 mil pessoas físicas registradas no Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES), 49% são mulheres

Uma pesquisa realizada por uma consultoria internacional aponta que as mulheres brasileiras são as mais empreendedoras do mundo. No estado das mais de 12 mil pessoas físicas registradas no Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES), 49% são mulheres.

As mulheres têm se destacado nos mais variados cargos e competem no mercado com as mesmas condições que os homens. Um outro dado da pesquisa aponta que 85% dos respectivos administradores responsáveis técnicos são mulheres.
Para a Conselheira do CRA-ES, Marly de Lurdes Uliana, a mulher adquiriu a capacidade única de desempenhar várias funções simultaneamente uma vez que são, ao mesmo tempo, mãe, profissional, esposa e dona de casa.

"A presença feminina é muito evidente no setor de prestação de serviços, no qual as relações interpessoais são mais valorizadas. Nossa sensibilidade também trabalha a favor quando as metas são claras", analisa.

Em pesquisa realizada em 11 mil empresas de 39 países, a Grant Thornton constatou que a taxa de empreendedoras no Brasil é de 12%, superando a média mundial que fica em 4%. As mulheres estão presente principalmente no setor de prestação de serviços.

http//gazetaonline.globo.com/_conteudo/2011/09/a_gazeta/minuto_a_minuto/974606-mulheres-capixabas-alcancam-destaque-em-cargos-de-gestao

Acessado em 27/09/2011 às 17:30 hs.


Letícia Largura da Silva