Mulher Sexo Frágil

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Mulheres Negras

“Ser negra e ser mulher no Brasil, repetimos, é ser objeto de tripla discriminação, uma vez que os estereótipos gerados pelo racismo e sexismo a colocam no mais baixo nível de opressão” (Gonzalez, 1982: 97)

Conforme as informações apresentadas na unidade 4: Movimento Negro e Movimento de Mulheres Negras: uma agenda contra o Racismo pode-se observar que as mulheres negras também sentiram a necessidade de se organizar e lutar por seus direitos. Desta forma a unidade aborda também o protagonismo da organização das mulheres negras em busca de seus direitos e reconhecimento, processo este em que estavam “interessadas em dar visibilidade às suas demandas e percebendo que poderiam abrir uma agenda própria em intersecção com o movimento antirracista e antissexista, formam-se os primeiros coletivos de mulheres ao longo da década de 1980 e 1990”. Até os dias atuais é possível notar a forma como as mulheres negras são tratadas e vítimas constantes de violência, analfabetismo, desemprego, baixa remuneração, entre outros. Na  3ª Conferência Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres, houve uma representatividade significativa de mulheres negras na conferencia, na qual também tiveram espaço para debater e expor suas demandas.


Redação de: Bianca Nicoli Scaramussa
Postado por: Letícia Largura da Silva

Valeu, Zumbi! Valeu, Dandara!

CFESS Manifesta do Dia Nacional da Consciência Negra



                                                        Arte: Rafael Werkema/CFESS

Sessenta e cinco por cento da população carcerária brasileira é negra. A taxa de mortalidade materna é três vezes maior entre as mulheres negras em relação às mulheres brancas. A cada morte de um jovem branco equivale à morte de mais de 100 jovens negros/as.

Os números comprovam: homens e mulheres negros/as têm experimentado um viver totalmente desassistido, longe de um sistema de seguridade social e demais políticas públicas que contemplem suas necessidades como seres humanos. “Em síntese, negros/as vivenciam uma permanente violação de direitos, marcadamente orientada pelo preconceito racial, de gênero, orientação sexual e identidade de gênero, que os/as têm impedido, secularmente, do acesso aos direitos, devido às desvantagens históricas, fruto do racismo e da discriminação racial em escala planetária”, diz o CFESS Manifesta alusivo ao Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado neste domingo, 20 de novembro de 2011.

O documento tem a intenção de possibilitar reflexões sobre as formas de inserção da população negra na realidade desigual racial e economicamente. “É momento da resistência histórica e cotidiana da população negra, ao afirmar a luta por atendimento digno na rede pública de saúde e educação; pelo reconhecimento imediato das terras quilombolas; de acesso ao trabalho e do combate ao racismo institucional em todos os níveis; pela valorização e expressão da cultura e religiosidade de matriz africana no Brasil nos currículos escolares”, afirma outro trecho do manifesto.


Redação de: Bianca Nicoli Scaramussa 
Postado por: Letícia Largura da Silva

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Eu Sou Neguinha, por Vanessa da Mata

Interessante observar que neste módulo vem sendo possível pesquisar muito material diversificado e interativo, como vídeos e músicas sobre o tema. Encontramos mais uma música interessante:

www.kboing.com.br/cartao-musical/4ed52a73ecaa3291111000000/

Eu tava encostado ali minha guitarra
num quadrado branco, vídeo papelão
eu era um enigma, uma interrogação
olha que coisa
mas que coisa à toa, boa, boa, boa, boa, boa
eu tava com graça...
tava por acaso ali, não era nada
bunda de mulata, muque de peão
tava em Madureira, tava na Bahia
no Beaubourg, no Bronx, no Brás
e eu, e eu, e eu, e eu
a me perguntar
eu sou neguinha?

era uma mensagem
lia uma mensagem
parece bobagem mas não era não
eu não decifrava, eu não conseguia
mas aquilo ia, e eu ia, e eu ia, e eu ia, e eu ia
eu me perguntava

era um gesto hippie, um desenho estranho
homens trabalhando, para e contramão
e era uma alegria, era uma esperança
era dança e dança ou não, ou não, ou não, ou não, ou não
tava perguntado:
eu sou neguinha?
eu sou neguinha?
sou neguinha.......
eu sou neguinha?
sou neguinha.......

eu tava rezando ali completamente
um crente, uma lente, era uma visão
totalmente terceiro sexo
totalmente terceiro mundo terceiro milênio
carne nua, nua, nua, nua, nua, nua
era tão gozado
era um trio elétrico, era fantasia
escola de samba na televisão
cruz no fim do túnel, beco sem saída
e eu era a saída, melodia, meio-dia, dia, dia, dia
era o que eu dizia:
eu sou neguinha?

mas via outras coisas: via o moço forte
e a mulher macia den’da escuridão
via o que é visível, via o que não via
e o que poesia e a profecia não vêem
mas vêem, vêem, vêem, vêem, vêem
é o que parecia
que as coisas conversam coisas surpreendentes
fatalmente erram, acham solução
e que o mesmo signo que eu tento ler e ser
é apenas um possível e o impossível
em mim, em mil, em mil, em mil, em mil
e a pergunta vinha:
eu sou neguinha?

Postagem e Redação: Michele de O. Sampaio

Pessoas de Cor


Campanha de combate ao racismo no futebol

  Postagem: Michele de Oliveira Sampaio

Campanha contra o Racismo no Brasileirão

Disputas à parte, neste próximo domingo, a rodada do Brasileirão vai destacar a Campanha Contra o Racismo. Trata-se da última rodada de jogos, na qual, Corinthians e Vasco buscam o Título. O Vasco vai jogar contra o Flamengo e o Corinthinhas contra o Palmeiras.
Loco Abreu, jogador do Botafogo, revela como vai entrar em campo no clássico de domingo, fazendo campanha contra o preconceito entre raças.

Mais notícias sobre a campanha contra o racismo no site:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2011/04/contra-o-racismo-loco-revela-como-vai-entrar-em-campo-no-classico.html

Redação e Postagem: Michele de O. Sampaio

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Movimentos Sociais

Durante a semana da Consciência Negra, o programa Cachoeiro Família Cidadã, programa desenvolvido pelo Minicípio de Cachoeiro de Itapemirim, visitou uma das regiões de maior influência da cultura afro no município, o distrito de Pacotuba, onde foram realizadas diversas atividades alusivas à data, incluindo uma roda de capoeira. A escola tem diversos alunos integrantes de comunidades quilombolas. Além dos movimentos sociais, o evento recebeu apoio das secretarias municipais de Educação e Cultura e o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial.
Mais ação na luta pela igualdade Racial.



Redação e postagem: Laureci

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Campanha em redes sociais

Está "rolando" uma campanha no Facebook para provar, de uma vez por todas, que todos somos iguais independente da cor/raça.

O homem mais rápido do mundo é negro
O presidente da maior potência mundial é negro
A maior apresentadora de TV dos EUA é negra
O maior neurocirurgião do mundo é negro
A miss universo 2011 é negra
O maior lutador de UFC do mundo é negro
O melhor jogador de futebol da história é negro

E ainda tem gente que menospreza os negros ... Diga NâO ao preconceito!!!

Fica a dica



Letícia Largura da Silva